Cultura, historia y realidad brasileña

Ayer fui a una sesión del 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro y fue genial (como dirían aquí, «adorei!»)

Lo que vimos fue:

* El corto «A ditadura da especulaçao» de Zé Furtado en el que en 10  minutos contaban la resistencia de la comunidad indígena Fulni-o Tapuya contra la construcción del sector Noroeste de Brasilia en su santuario, el Santuário dos Pajés. El corto fue precedido de la lectura de una carta de Zé Furtado en la que se criticaba la especulación inmobiliaria, la corrupción política y vinculación a empresas inmobiliarias (que curiosamente alguna de ellas patrocinaba el festival), el silencio de los medios de comunicación, entre otros.

La carta merece la pena en su totalidad, aquí solo comparto algunos de sus párrafos:

Uma nova ditadura se instala em Brasil, ela não é vermelha, não e azul. Pouco importa a cor, o que importa é estar no poder para passar o trator em culturas, saberes e vidas locais.  […] Nossos políticos não passam de fantoches e por isso hoje as cámaras regionais e federal são formadas por blocos de interesses privados distribuídos nos setores que mandam na economía: é a bancada ruralista, do agronegócio, bancada do setor imobilario, bancada religiosa e por aí vai. Ou alguém aquí já ouviu falar na bancada libertária, ou bancada do povo? Infelizmente elas não existem e é esse o sistema que tem sido chamado democracia.

[…]

As lutas que vocés verão na tela nos deixaram muitas marcas. […] Mas nenhuma dessas marcas é maior do que a certeza de que é sim possível enfrentar o poder económico, a especulação imobiliária e os aparatos do Estado que avançam e atropelam quem aparece á sua frente.

[…]

O «Ditadura da Especulação» começou no Festival de Cinema de Brasília de 2011, junto com a repercussão do filme «Sagrada Terra Especulada: A luta contra o setor noroeste», que fez com que milhares de pessoas conhecessem e se indignassem com o ataque que as empresas Brasal, Joao Fortes, Emplavi, JG Gontijo e o GDF estavam fazendo naquele mesmo momento ao Santuário dos Pajés. Nos meses seguintes ao Festival ocorreram as batalhas que narramos nessa produção.

Essa produção que verão é da coletividade. […]Conhecimento não é mercadoria, nossas idéias não são nossas propriedades.

El corto (y supongo que también la carta) va a estar disponible, supongo que en la página web: http://santuarionaosemove.net/

Y después del corto…

* Un documental sobre la vida de Ney Matogrosso, Olho Nu de Joel Pizzini. No conocía la vida de este (el) showman brasileño caracterizado por ser subversivo, reticente e incoformista a acatar el mundo establecido, independiente, valiente y con un gran magnetismo y sensibilidad. Un personaje actor, cantor, bailarín hijo de un militar brasilenho que entre otras cosas se enfrentó culturalmente a la dictadura brasileña (época de gran represión cultural).

Aquí una pequeñísima muestra:

«O vira» de su época en el grupo «Secos e Molhados»

«A cara do Brasil»  en la que responde a que será o Brasil?

Me quedé con ganas de saber más de él, de su vida, de su música y  de verlo en directo (a sus 71 años).

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