Encerrando ciclos,…honrando ciclos…

Dentro de min ven surgindo unha necesidad de me posicionar mais, de me colocar mais, de me comunicar mais,… Por o que decidín publicar dous textos escritos con a verdad do meu corazón nestes momentos especiales….

O primeiro, o mail de despedida de 6 anos de trabalho no Banco:

Brasília, 31 de agosto de 2018

Queridas e queridos colegas,

Hoje é meu último dia de trabalho no escritório depois de seis anos de intenso trabalho aqui em Brasília.

Muitas emoções e reflexões nestas últimas semanas neste processo de virada de página.

Esta semana tive a sorte de escutar uma história que me trouxe muitos ensinamentos para estes momentos de virada. Nela se comparavam os nossos sonhos com fazer bolos. Para a realização desse bolo/sonho precisamos de vários ingredientes (recursos financeiros, ferramentas, habilidades, relações, conhecimento, experiência, etc), sendo muito necessário ter consciência do que é um ingrediente e do que é o bolo.

Ao longo destes 6 anos, fiz vários bolos, um é o bolo geral da própria experiência de trabalho.

Outros bolos foram bem especiais, sendo as minhas contribuições a projetos específicos dos que me sinto muito orgulhosa de ter participado e contribuído (Monitor de Secas do Nordeste, estudo da lei de recursos hídricos e o projeto no Acre). A elaboração desses bolos precisou de receitas complexas, mas resultando em contribuições/bolos com um sabor especial. Outras contribuições deram em bolos bons, e outros bolos / projetos não saíram como gostaria,… mas trouxeram aprendizado para outros.

Desta etapa me levo muitos ingredientes para os próximos bolos: muito crescimento pessoal, muito conhecimento/experiência (a nível técnico, institucional e político, assim como a nível de trabalho em equipe), e muitos colegas que viraram amigxs ao longo dos anos de cozinhar vários bolos conjuntamente.

Outro grande aprendizado da história que escutei esta semana, é a necessidade da leveza no processo de fazer os nossos bolos, trazendo a reflexão da importância de curtir o processo de elaboração dos bolos com leveza e também da importância de saborear os bolos quando eles já estão prontos. Ainda que me diverti com o meu trabalho ao longo destes anos, essa leveza faltou em vários momentos, por ter vários bolos em andamento, por incompatibilidade nos ingredientes, por falta de ingredientes adequados e ou por querer que saíssem todos bem… Esse é um desafio ainda pendente, aprender a fazer bolos com mais leveza,…mas vou chegar lá! 😉

Nesses momentos mais pesados, sem dúvida, os meus grandes motivadores e motores durante todos estes anos para seguir cozinhando nessas horas foram acreditar no significado dos bolos, gostar do processo de elaboração dos bolos, e cozinhar esses bolos com pessoas incríveis com as que tenho aprendido muito e com as que compartilhei o olhares similares sobre desenvolvimento (fortalecendo capacidades locais, promovendo a sustentabilidade, induzindo o pensamento crítico e a resolução de desafios/gargalos/problemas, mantendo o sentido prático e os pês no chão, …).

Me sinto muito afortunada, orgulhosa e grata por ter tido a oportunidade de trabalhar no Banco durante todos estes anos.

Gostaria de agradecer a todas e cada uma das pessoas com as que tive a sorte de trabalhar ao longo destes anos. Foram bastantes pessoas, e de cada uma aprendi coisas diferentes, mas gostaria de nomear aquelas com as cozinhei mais intensamente. Carol e Carla por toda a parceria e compromisso, garra e leveza, e porque sem elas muitos bolos teriam queimado; Thadeu por todo o conhecimento e experiência no setor; a equipe do Acre pelo intenso trabalho e ótima parceria no desafiador projeto do Acre; Juliana por me possibilitar voltar a cozinhar bolos na área de saneamento rural (publicando um estudo estratégico do setor) e por aprender muita (mas muita) coisa desses bolos com ela. E um agradecimento muito especial para Erwin e Paula, com os que cozinhei mão a mão em vários bolos de uma forma muito intensa chegando até a sincronicidade no trabalho em equipe. Os primeiros três anos trabalhando com Erwin fazendo uma parceria de trabalho fantástica que simplesmente é impossível de resumir em poucas palavras por tanta coisa vivida e compartilhada, profundo e sincero respeito e admiração. E com Paula, que compartilhou comigo a sua ampla sabedoria do país e do Banco desde o primeiro dia no Brasil, e com a que tive a oportunidade de embarcar em um desafiador bolo nos últimos dois anos, que precisou de muitos ingredientes e de muita estratégia e trabalho em equipe para chegar no bolo que queríamos. Também profundo e sincero respeito e admiração.

A partir de amanhã começa uma nova etapa, uma etapa de transição na que estarei em Brasília até dezembro, diminuindo o ritmo, trabalhando um pouco como consultora no Banco em alguns poucos projetos e dedicando tempo aos novos bolos que quero cozinhar nos próximos capítulos da minha jornada.

Forte e carinhoso abraço,

Carmen Molejón

….

E o segundo, do renascer que se inicia hoje, 01 de setembro de 2018…

A vida está cheia de ciclos, de transições, de passagens, de mortes e renascimentos, … e ontem encerrei uma etapa muito importante na minha vida, 6 anos de trabalho no Banco Mundial. Anos cheios de muito crescimento pessoal e professional. Tem sido semanas muito intensas e reflexivas para mim. Honrando e agradecendo por tudo o que essa etapa trouxe para mim (conhecimento, experiência, evolução e pessoas maravilhosas). Muito carinho e suporte recebido nestes dias,…muitas lágrimas também (lágrimas que significam o tanto que foi bom). Muito feliz, orgulhosa e grata por este ciclo…

Fim de ciclo quer dizer também desapego, deixar ir,…permitindo abrir espaço para o novo que está por vir. No meu ritual de passagem, me fiz um presente de receber uma massagem Lomi Lomi Nui – feita por a minha querida e admirada Dani Caribé – para me ajudar nesse deixar o que não quero carregar para a nova etapa. Muito especial.

Uma Carmen morreu e outra está renascendo, iniciando uma transição impulsionada pelo que o meu coração me está dizendo, ir atrás de outros sonhos que me transformem e transformem um pouco o mundo ao meu redor. Essa transição na verdade iniciou com um processo de reflexão facilitado faz quase um ano pelo Programa Travessia que Lella Sá sabiamente conduz, partilhando três meses de reflexões com um grupo de mulheres maravilhosas (setembro-dezembro 2017). O processo iniciou um ano atrás, mas hoje realmente sinto o começo dessa transição, que em si mesma será uma jornada.

Pela frente, até dezembro, meses para baixar o ritmo; para trabalhar um pouco com o Banco como consultora; para encerrar o meu ciclo no Brasil como ele se merece (muitos momentos e também muitas lágrimas pela frente me esperam); e para estudar, pesquisar e procurar o que quero para 2019. Em dezembro, no 12/12 partida para a Espanha, onde passarei no mínimo um par de meses para me reconectar com a minha terra, as minhas raízes, a minha família e meus amigxs. E depois? Depois o fluxo da vida dirá…

E para este dia, uma foto de uma viagem que me tocou profundamente este ano (junho 2018) nas mágicas águas do Rio Negro e com pessoas muito queridas na minha vida… Uma lembrança de um momento da viagem muito feliz e alegre no que pulei na água com total confiança. Uma chamada para essa confiança que quero que seja o motor da minha transição,…fazendo também uma chamada para o meu mantra deste ano, as três C’s, Conexão, Confiança e Coragem…

Gratidão!

Foto de Gabi!

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…Aprendizados de uma semana intensa e tensa por momentos…

Esta semana foi intensa e tensa por momentos,…

Tive muito trabalho (dormindo uma média de 5 horas durante semana) e um par de reuniões duras,…

Tive a emoção da volta de Quixadá/Ceará para Brasília por conta da greve (pegando estrada às 4 da manhã para não ficar pressa na estrada e conseguir chegar o aeroporto, e 5 horas de espera no areporto até o voô sair (que felizmente não foi cancelado!),…sem comentários em relação a situação surreal que vivemos da greve),…

Tive perda de chave de casa (e cancelamento de compromissos pessoais por conta disso),…

Tive alguma uma notícia ruim de saúde de pessoas conhecidas,…

E hoje tive a morte de infarto do meu vizinho de 57 anos do primeiro andar,…e eu cheguei em casa na hora que aconteceu, a ambulância estava indo embora quando eu cheguei…foi muito forte ver ele tampado com um lençol quando subia para o meu Ap,… Ainda estou chocada com isto, por reforçar (mais uma vez) a vulnerabilidade da vida e pela crueldade e falta de humanidade das relações humanas urbanas…

Mas também teve coisas muito boas e muito aprendizado:

…no trabalho teve reunião interna de encerramento muito positiva de um trabalho analítico no que levo desde outubro 2016 engajada,…ainda falta finalizar tudo até 30 de junho,…mas muito satisfeita pelos resultados, pelos aprendizados, e pelo maravilhoso trabalho em equipe realizado ao longo deste trabalho cheio de milagres,…

…no trabalho também consegui participar de um seminário de saneamento rural, refrescante e motivante rever a colegas apaixonados pelo setor e poder fazer algumas contribuições,…

… tive reflexões interessantes das frustações das reuniões duras de trabalho e de perder a chave de casa,… basicamente: a importância de ser flexível ante os imprevistos, aceitar as coisas tal e como acontecem e relativizar os problemas…

…tive também tempo para fazer uma pausa criativa e revigorante de 5 horas de espera no aeroporto de Fortaleza,…

…tive vários momentos restauradores individuais de auto-cuidado ao longo do último dia e medio (em forma de leitura, escrita, encontros, cozinha, meditação, bike, reflexões, conexão ou faxina),…

…e a melhor coisa da semana, sem dúvidas, foi a notícia de que aprovaram a aposentadoria da minha querida tia (ainda tenho pendente ligar para ela para parabenizar ela!),…

Por fim, só posso dizer GRATIDÃO, por estar viva e por todos os aprendizados desta semana,…

Desejo que a próxima semana possa seguir agradecendo e aprendendo com mais leveza e sem tantas emoções…

(Também desejo que o próximo post seja para contar coisas maravilhosas do que estou vivendo neste singular ano)

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Pepe de Quintela,…

Ayer morria Pepe, Pepe de Quintela (8 de agosto de 1931 – 8 de setembro de 2017), unha gran persona. Unha persona moi querida na minha família. Ele foi o melhor amigo do meu padre, e tou segura que meu padre foi un dos melhores amigos de Pepe, quizás ese era un sentimento mútuo. Para min ele era como um abuelo, unha referencia, unha persona a que tinha (tenho e sempre terei) muito respeto, admiración e carinho.

Unha alma noble e moi humana, perfecionista e cuidadoso en calquer trabalho que facia, xá fose labrar un rego de colas, fazer unha parede de pedra (unha arte olvidada e que él dominaba con muita delicadeza) ou tapar unha naranxeira para protexela das xeadas (como na foto)

Unha persona observadora, que nun falaba muito, pero que sabia fazer un uso da palabra con muita sabiduria, sin desperdicialo na especulación ou crítica do ajeno.

Unha persona que era mal visto por muita xente, por nun ter seguido a onda do “progreso” e “desarrollo”, escolhendo unha vida mais simple, pero mais plena e libre en muitos sentidos.

Duenho do seu tempo, él nunca andaba apurado nin trabalhaba con prisa,…o seu xeito era tranquilo, pausado, con presencia e calidad en todo o que facia. Gustabalhe trabalhar hasta que anoitecia, disfrutando do que facia e também sabia disfrutar das pequenas cousas, como xogar a partida,…

 

Nun tinha nin tele nin lavadora en casa, pero nun lo necesitaba, estaba conectado con o mundo muito mais do que muita xente imaginaba e lavaba a roupa no rio, tou segura que era unha meditación para él.

Hasta fai pouco tempo, iba andando a todos os sitios e foi a primeira vez ao médico, cando rompeu unha rodilha xá con mais de 60 anos, e tuveron que pasar mais de 20 anos, hasta que fai un par de anos, a edad empezou a pesar demasiado.

Era muy selectivo nas suas amistades e na nosa casa, él se sentia muy bien, se sentía da casa, quizás porque lo respetábamos e aceptábamos de unha forma verdadeira e sincera. A sua forma de mostrar o que nos queria era axudándonos de forma incondicional (hasta fai poucos meses) e a nosa forma de mostrar o que lo queríamos era tratándolo con respeto e carinho, e axudándolo a él da forma que podíamos.

Pese a todas as necesidades que pasou ao largo da sua vida, él foi feliz. Diria que muito mais feliz que muitas personas que tamos cheas de cousas e cartos que nos generan ataduras, frustaciois e dolores de cabeza, impedíndonos vivir e sentir o aqui e agora, algo que él facia dia a dia.

Meu querido Pepe, o mundo precisa de mais personas como tú, personas simples, sabias, humanas, generosas, e cuidadosas,…

Muitas gracias por todo o compartido; por todo o que aprendin contigo; por todo o teu carinho e apoyo; por me mostrar que existen outros mundos, mais allá do mundo que nos queren vender. Como diria Galeano, unha parte de min morreu contigo, e unha parte de ti, sempre vivirá en min. Gracias meu querido Pepe! Descansa en paz! Con muito carinho, Carmen

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Vida – camino de mudanzas…

Publico una entrada, escrita hace un poco más de un anho y que me hubiese gustado publicar el 06 de marzo de 2016… Pero más vale tarde que nunca!

Es con inmensa alegría que comparto que hoy empezó otra etapa en mi vida, la de tener mi propio espacio!

Empiezo esa etapa agradeciendo todo lo aprendido y acumulado en casi 33 años compartiendo casa con diferentes personas que han pasado por mi vida y que sin duda han contribuido a la Carmen que hoy soy.

Casi 33 años, primero en “casa” con mi familia, de donde salí con 18 añitos y mis hermanos decían “no sé como le irá con el carácter que tiene!” y después, casi 14 años compartiendo piso en 5 países, con más de 25 personas de 6 países diferentes.

Algunas veces eran amigxs, otras conocidxs y otras veces desconocidxs…

A veces eran personas con las que compartía muchas cosas y otras eran personas con las que no compartía absolutamente nada.

A veces compartiendo sólo con mujeres, otras sólo con hombres, y otras con hombres y mujeres.

Muchas historias y anécdotas…

Muchas lecciones aprendidas: respetar los espacios; respetar y aprender de lo diferente y de la rica diversidad; respetar los tiempos y los ritmos de cada uno; comprender que no hay una verdad absoluta ni una forma única de hacer las cosas; respetar las manías de cada uno (y las mías)…

Cada experiencia fue diferente y única.

Hice grandes amigos/as en esos años de convivencia que están muy presentes en mi vida desde esa época (o desde incluso antes!); otras personas fueron muy importantes en esa etapa pero después la vida nos fue llevando por caminos de vida diferentes, alejándonos en el día a día (pero permaneciendo el cariño y los recuerdos de esa etapa compartida y de lo aprendido con esa persona); otras personas fueron más pasajeras, quedando sólo anécdotas y/o lecciones aprendidas.

Sin duda, la Carmen que hoy empieza esta nueva etapa, no sería la misma sin todas esas experiencias y personas.

Ao mesmo tempo, também quero agradecer pelo processo da mudança destes meses. Foi muito intenso, mas adorei e me surpreendi pela minha própria alegria e felicidade do processo e da minha decisão. Foi também um processo de aprendizado, uma oportunidade de lidar com desafios pessoais como o de pedir e receber ajuda. Muito obrigada as pessoas que – sem pedir ajuda – se ofereceram para me ajudar; e muito obrigada a todas as pessoas que de alguma forma participaram deste processo. Gratidão por todo o carinho e suporte recebido!!!

Ainda tenho bastantes coisas pendentes que organizar na minha nova casa, mas hoje completei o processo de mudança, e me sinto em casa na minha nova casa. Foi um dia estudado, com conspiração astrológica do meu querido amigo Lucho que indica que será um bom momento para mudar, ativando a criatividade pela lua em aquário, com os peixes me deixando mais produtiva e disciplinada, com planetas na casa 9 que indicam que será um lar aberto a todas as culturas.

Sendo o ritual de finalização da mudança representado por este mural de fotos que representa um pouco todo o vivido até o momento.

Um dia de alegria e felicidade.

Feliz porque será o meu próprio espaço, o meu próprio templo!

Feliz porque será um espaço para compartilhar. Estou com muita vontade de abrir as portas para receber amigxs e compartilhar momentos neste novo espaço, enchendo ele com a energia e alegria de vocês! Em abril, prometo iniciar uma fase de encontros em casa! Com tortilla, vinhos e muita alegria e sorrisos!

Feliz por ter um espaço no que posso fazer o que eu quiser. E faço a mudança, tendo a oportunidade e o privilégio de receber em casa a uma amiga que neste momento precisa desse carinho e suporte. Sintase em casa! E muito obrigada por tudo o suporte na mudança!!

Por último, decir abiertamente que seré muy feliz recibiendo visitas, de mis otras vidas pasadas antes de llegar a Brasil – ya hace casi 4 anhos! – seré muy feliz de recibiros en casa y mostraros un poco de mi vida brasileira.

E passou (muito rápido) um ano (e umas semanas), curtindo muito desta etapa de morar sozinha. Curtindo muito do espaço sozinha e também em companhia, com os amigxs que fazem que esta etapa brasileira esteja sendo muito boa. Ainda há pessoas que não conhecem o meu cantinho, mas espero solucionar isso nos próximos meses.

Gratidão!

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A historia de un galinheiro II

E despós de trabalho inicial en Octubre de 2015 [1], o inverno chegou e os retoques finales quedaron para a primaveira e vrao de 2016…

En vez de caseta para as pitas, decidimos colocar unha xaula do lado de dentro para que dormisen ali as pitas. Eso e a outra porta foi obra de Horacio, meu irmau e minha mai.

E nas vacaciois de Julio – de descanso do corpo e da alma – un dos pequenos grandes disfrutes foi terminar os detalhes do galinheiro.

Por un lado, o cierre superior pa evitar que a raposa ou a jineta entren. Eso fixémoslo entre meu querido irmau e eu.

 

 

 

 

E por outro lado, a pintura das portas. A obra principal, con ese granate vivo e elegante, foi feita por meu querido amigo Manu e por mim.

 

Os detalhes artísticos tein esencia femenina.

Eu quixen pintar unha mandala [2] na porta de madeira. O dia de inicio dos trabalhos puxenme a buscar mandalas celtas, en honor os ancenstrales da zona. Entre a minha querida mai, minha querida amiga Julia e eu, decidimos cual pintar, e nos decidimos por o arbol da vida celta, que representaba o benstar e integridade dos pueblos celtas, muitos rituales eran feitos baixo o árbol, e por mais que un pueblo celta tuvese en guerra con outro, jamás faria danho o árbol da vida do pueblo enemigo, xá que seria unha ofensa que nunca seria perdonada.. O principio minha madre nun taba convencida por o grado de dificultad, pero con esfuerzo, dedicación, carinho e trabalho en equipo, conseguímoslo. Os colores elegironlos minha madre e Julia. E aos poucos, en varios dias, sola ou difrutando do arte e conversas mentras pintábamos (un dia con Julia e outro dia con minha querida irmá), o árbol foise fazendo e materializando.

 

Despós quixen fazer o cartel das pitas con a axuda das minhas queridas sobrinhas. O fondo verde pintado en témperas foi toda unha diversión para as tres.

Despós as pitas e as sonrisas, de pitas felices, fun eu que las pintei (a minha madre xa tinha mais confianza e elegiu a pita mais difícil para pintar!!jijij)

Por último, pouco antes de virme, fun comprar 5 pitas, que deixaron a vida en hacinamiento para vivir nun galinheiro feito a muitas maos, feito con muito carinho e empenho.

En Navidad, cuando volvin, además de disfrutar dos ovos, disfrutei de velas também en libertad (encantalhes salir de paseo!). Aqui podedes ver o processo de salida, libertad e volta!

 

 

 

 

 

 

 

 

E ahora sólo quedan duas cousas, disfrutar dos ovos das galinhas felizes de Lourido (os que participasteis merecedes unha tortilha con estes ovos por lo menos!) e pensar na construcción do próximo!

E para finalizar, as vistas!

[1]: para quen queira ver os motivos para construir o galinheiro ou o proceso de construcción inicial, pode clicar aqui.

[2]: en sánscrito, mandala significa círculo ou roda. Unha mandala é un círculo máxico que simboliza integración e harmonia.

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Pensando en Ramona, Buenos Aires, Octubre 2016

Casi 100 anos despós que a minha bisabuela Ramona eu fun tamén a trabalho a Buenos Aires

Pensei muito en ela antes, durante e despós.

Casi un siglo despós, pero con importantes diferencias:

Ela foi de barco;

Ela deixou as 2 filhas de 3 e 4 anos en Lourido;

Ela foi para poder comprar a casa e as fincas da minha familia, garantizando un hogar e unhas terras que permitiron melhorar as condiciois de vida da familia generación a generación;

Os medios de comunicación e as condiciois de trabalho e de integración social de tantos inmigrantes como ela naquela época, nada tein que ver con as de ahora.

Unha inmensa gratitud ao esfuerzo e sacrificio de unha mulher que sin duda marcou o rumbo das generaciois que vinheron despós, e que permitiron que casi 100 anos despós unha bisneta dela poda ir a trabalho a Buenos Aires en unhas condiciois de trabalho e de valorización personal e profisional completamente diferentes.

Muitos pensamentos e emociois nesa viaxe curta a Buenos Aires.

Foron poucos dias e o trabalho foi intenso, por o que nun deu para pasear e conocer muito, pero quedeime con ganas de volver, de intentar indagar nesa parte histórica/inmigrante da ciudad e do país, e de conocer o ritmo e a esencia de Buenos Aires.

A ciudad me recordou un pouco a Madrid e encantóume poder andar nas calles, ver xente nas calles e ver música na calle (para turistas e moradores). O de andar e ver xente na calle é algo que en general, emociona aos que vivimos en Brasília…

Deixo algunhas fotos da visita como rexistro!

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Tango na calle, para turistas e locales!

cine

 

A foto nun é buena, peero é unha cola para o cine!! un cine de ciudad!!! en peligro de extinción…

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Libreria Ateneo, que bonita!!

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As vistas da  oficina!!

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Mouse de jabuticaba ou…

img_20161001_161623 img_20160925_211950Um dos rituais preferidos de quase todo sábado é sair para comprar na minha bicicleta Anacleta! Cerca de casa tem várias barracas de orgânico nas que comprar diretamente com o produtor. Faz unhas semanas tinha jabuticaba, unha fruta típica da Mata Atlántica, de origem desconhecido. Entre outros, é rica em vitamina C entre outras vitaminas, tem ferro e acido fólico.

Eu peguei a jabuticaba e depois comecei a pesquisar que fazer com ela: suco? Bolo?…nessa pesquisa, achei uma receita de Mouse de Jabuticaba neste blogue (http://temperoalternativo.com.br/2015/10/16/mousse-de-jabuticaba/)  Eu adaptei um pouco a receita para não usar amido de milho, usando farinha de tapioca,… Segue a receita com essa pequena adaptação:

Ingredientes:

  • 2 xícaras de jabuticaba orgânica
  • 1 + 1/3 de xícara de água
  • 1 + 1/3 de xícara de leite de coco
  • 1 xícara de farinha de tapioca orgânica
  • ½ xícara de açúcar cristal orgânico

Modo de prepaimg_20160925_194356ro:

  • Coloca na panela a água e a jabuticaba, e a fogo baixo deixe as jabuticabas até elas rachar a pele, desligue e com uma panela furada ou coador de voal, você esmaga a jabuticaba até extrair tudo o suco!
  • Depois disso, mistura bem todos os ingredientes numa panela, quando estejam bem misturados, coloca de novo no fogo (baixo) e mexe até a mistura tenha uma textura de mouse
  • Desliga o fogo, deixa esfriar antes de colocar na geladeira e depois de umas horas, pronta para comer!

Eu gostei e o feedback recebido também foi bom da mouse!

mouse-jabuticaba

Fiz também esta receita substituindo a jabuticaba por uva, e colocando duas sementes de cardamomo moidas na hora e o resultado também foi bom.

mouse-uvaBom apetite e a seguir adaptando a  receita!!

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A historia de un galinheiro

Quero compartir a historia de un galinheiro especial (o segundo galinheiro especial da minha vida)…

Durante as minhas vacaciois no meu querido Lourido, decidin fazer unha quedada com os amigxs, sendo a construcción de un galinheiro unha das atividades principales da quedada. Unha tolaria ou “carmelada” apoiada ou consentinda por a minha querida família.

Por qué um galinheiro? As razois son várias…

Por coherencia, para comer ovos producidos por galinhas felices e non hacinadas!

Porque foi unha forma de materializar unha huella. Para muitxs dxs que participaron, Lourido e casa quiroga é um lugar especial asociado a buenos momentos compartidos, ao mesmo tempo casa quiroga se renova e se recarga a cada encontro compartido. Acción e reacción de dar e recebir. O galinheiro feito con muito carinho e alegria, é un legado que fortalece o lazo entre Lourido e as persoas que participaran.

E tambén, porque foi unha forma mais de mostrar que se queremos podemos, poucas personas confiaban en conseguir avanzar na construcción do galinheiro, por falta de experiencia nesas tesituras, pero un vez, se queremos, podemos, e xuntxs todo é mais fácil…

Gracias, de corazón a todas as persoas que participaron do proceso de construcción e a minha familia que me deixou facelo… Gracias, gracias e gracias!

Algunhas fotos do proceso.

Este era o ponto de inicio: muitos trastes e unha sensación de librar o espacio xa é un trabalho! Este trabalho tocoulhe aos amigxs que chegaron o viernes: Nacho e Concha, Nicole e Fernando e Noela e Iago.

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Despós durante o dia foron sumándose mais esforzos, sendo mais mirando que trabalhando… pero creo que todxs disfrutando…

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O segundo dia de trabalho, foi con o meu irmau e Pepe, para acabar de cerrar e colocar a porta.

04_equipo-fase205_resultadoAhora só falta fazer a caseta para as galinhas e as proprias galinhas!  As vistas son lindas…

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Rio Negro – Agosto 2015

Como diria algum amigo meu “Tenemos que asumir la imperfección” o “melhor feito que perfeito”, pelo que ainda que gostaria ter um post com mais conteúdo, vou ser mais pragmática e deixar registradas algumas dicas práticas, algumas impressões e fotos! Farei o post em português (ou em portu-galego-espanhol, ;-p)

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Em agosto de 2015 tive a sorte de fazer uma viagem de 7 dias pelo Rio Negro em LoPeix, um pequeno barco comandado por Jordi, um grande conhecedor da região, respeitoso e cuidadoso, e com uma imensa sensibilidade. A melhor escolha para conhecer a região, sem dúvida! Foi um prazer enorme![1] E ainda tivemos a sorte de participar do 10 de aniversário de Lo Peix! um enorme prazer!

 

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O grupo de 12 marinheiros, oOLYMPUS DIGITAL CAMERA “farofa team”, foi fantástico, uma combinação de espanhóis (com minha querida irmã, prima e meus queridos amigos Víctor e Marta Sara), brasileiros (com meus queridos amigos Fábio e Marina) e belgas (com meu querido Erwin e uns grandes amigos dele). Ainda que a comida era uma delícia no barco, não faltou vinho e embutido espanhol, cachaça e chocolate belga, e a comida era uma delícia!

 

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Nessa semana o tempo foi nosso. O tempo era marcado ao ritmo de uma campainha que nos lembrava que uma refeição ou uma atividade estava chegando.

 

 

 

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Como o “tempo” era nosso, o ritmo e as atividades escolhidas foram marcadas pelo grupo. Passeios na floresta (diurnos e noturnos), passeios em barca na procura de jacarés, pesca de piranhas, banhos no rio com e sem botos rosas, passeios em caiaque, nascer e pôr do sol espetaculares…

Sobre o Rio e paisagem, simplesmente AMEI. Quem gosta de natureza, é um destino totalmente recomendável.

Me surpreendeu o cheiro doce e constante do rio e a floresta!

Amei dormir na rede a maioria das noites (só tinha cabine com beliche para 11 pessoas e eu me voluntariei a dormir na rede), com o barulho da floresta de fundo e as estrelas!

Ver as estrelas se refletir na água foi também muito bacana!

Amei a diversidade em termos de árvores (sendo um ecossistema muito diverso, nada de monocultura!) e também da fisionomia do rio (com trechos mais abertos e largos e outros estreitos).

Amei estar lá com sol, com nuvens e com chuva! Amei a tarde de chuva gostosa e refrescante!

Um local com uma energia muito especial. Me inspirou muita paz e harmonia. Um local para voltar!

Deu também para conhecer um pouco da história da região, da colonização, da escravidão, da exploração do seringal, dos caboclos, das culturas indígenas, da interculturalidade, do misticismo e energia do local, da filosofia que há por trás da ayahuasca,

Muito interessante a visita ao museu do Seringal, perto de Manaus uma das primeiras paradas do barco, próximo a Manaus. Com vontade de ler o livro “Senderos de libertad” de Javier Moro, para conhecer melhor a história dessa região.

Foi difícil fazer a seleçao de fotos!! E muito obrigada Pily, Lou, Marina e Erwin por me deixar publicar elas nesta janela!

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com chuva! (2) 06_com sol

Por último, não deu tempo para conhecer Manaus, na ida, saímos diretos do aeroporto ao porto, e na volta, chegamos de tarde em Manaus e fui embora no dia seguinte de manhã. Mas registro algumas dicas que me recomendaram: o Teatro Amazonas (com visita guiada), o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, os restaurantes Banzeiro e Canto da Peixada, as sorveterias Glacial ou na Casa do Pensador (na rua do Teatro Amazonas).

[1]

http://lopeix.comunidades.net  – site em    Português

http://lopeix.typepad.com – site em Espanhol

http://www.lopeix.com/ – site em Inglês

 

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Presente e descoberta…”Zé do Caroço”

Esta semana tive um lindo presente e descoberta da minha querida Carol, com a que tenho a sorte de trabalhar e disfrutar da linda luz que projeta.

Depois de um almoço sem marmita, pero muito gostoso, um e-mail na minha caixa de entrada compartilhando uma música, linda, com uma letra muito boa, “Zé do Coroço”, e pesquisando conheço a história do Zé do Coroço, nordestino que migrou ao Rio, que morava no morro do Pau da bandeira, no Rio de Janeiro. Ele por médio de um “autofalante” se dedicava a comunicar de forma alternativa, pelo bem da favela.

A sambista, Leci Brandão, ficou sabendo a história e imortalizou a mesma na música “Zé do Caroço” na década dos 80. Para isso teve que mudar de gravadora, já que na primeira foi proibida, pelo caráter sócio-político.

Muito obrigada Carol pelo presente em forma de descoberta musical! Muito obrigada pelo seu carinho! É um grande prazer trabalhar com você e ter a sua amizade!

Gratidão!

http://www.youtube.com/watch?v=DvZxNqE5gOI

“Zé do Caroço” – Leci Brandão

No serviço de auto-falante
Do morro do Pau da Bandeira
Quem avisa é o Zé do Caroço
Que amanhã vai fazer alvoroço
Alertando a favela inteira

Aí como eu queria que fosse em mangueira
Que existisse outro Zé do Caroço
Pra falar de uma vez pra esse moço
Carnaval não é esse colosso
Nossa escola é raiz, é madeira

Mas é o Morro do Pau da Bandeira
De uma Vila Isabel verdadeira
E o Zé do Caroço trabalha
E o Zé do Caroço batalha
E que malha o preço da feira

E na hora que a televisão brasileira
Destrói toda gente com a sua novela
É que o Zé bota a boca no mundo
Ele faz um discurso profundo
Ele quer ver o bem da favela

Está nascendo um novo líder
No morro do Pau da Bandeira
Está nascendo um novo líder
No morro do Pau da Bandeira
No morro do Pau da Bandeira
No morro do Pau da Bandeira

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