Pensando en Ramona, Buenos Aires, Octubre 2016

Casi 100 anos despós que a minha bisabuela Ramona eu fun tamén a trabalho a Buenos Aires

Pensei muito en ela antes, durante e despós.

Casi un siglo despós, pero con importantes diferencias:

Ela foi de barco;

Ela deixou as 2 filhas de 3 e 4 anos en Lourido;

Ela foi para poder comprar a casa e as fincas da minha familia, garantizando un hogar e unhas terras que permitiron melhorar as condiciois de vida da familia generación a generación;

Os medios de comunicación e as condiciois de trabalho e de integración social de tantos inmigrantes como ela naquela época, nada tein que ver con as de ahora.

Unha inmensa gratitud ao esfuerzo e sacrificio de unha mulher que sin duda marcou o rumbo das generaciois que vinheron despós, e que permitiron que casi 100 anos despós unha bisneta dela poda ir a trabalho a Buenos Aires en unhas condiciois de trabalho e de valorización personal e profisional completamente diferentes.

Muitos pensamentos e emociois nesa viaxe curta a Buenos Aires.

Foron poucos dias e o trabalho foi intenso, por o que nun deu para pasear e conocer muito, pero quedeime con ganas de volver, de intentar indagar nesa parte histórica/inmigrante da ciudad e do país, e de conocer o ritmo e a esencia de Buenos Aires.

A ciudad me recordou un pouco a Madrid e encantóume poder andar nas calles, ver xente nas calles e ver música na calle (para turistas e moradores). O de andar e ver xente na calle é algo que en general, emociona aos que vivimos en Brasília…

Deixo algunhas fotos da visita como rexistro!

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Tango na calle, para turistas e locales!

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A foto nun é buena, peero é unha cola para o cine!! un cine de ciudad!!! en peligro de extinción…

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Libreria Ateneo, que bonita!!

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As vistas da  oficina!!

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Mouse de jabuticaba ou…

img_20161001_161623 img_20160925_211950Um dos rituais preferidos de quase todo sábado é sair para comprar na minha bicicleta Anacleta! Cerca de casa tem várias barracas de orgânico nas que comprar diretamente com o produtor. Faz unhas semanas tinha jabuticaba, unha fruta típica da Mata Atlántica, de origem desconhecido. Entre outros, é rica em vitamina C entre outras vitaminas, tem ferro e acido fólico.

Eu peguei a jabuticaba e depois comecei a pesquisar que fazer com ela: suco? Bolo?…nessa pesquisa, achei uma receita de Mouse de Jabuticaba neste blogue (http://temperoalternativo.com.br/2015/10/16/mousse-de-jabuticaba/)  Eu adaptei um pouco a receita para não usar amido de milho, usando farinha de tapioca,… Segue a receita com essa pequena adaptação:

Ingredientes:

  • 2 xícaras de jabuticaba orgânica
  • 1 + 1/3 de xícara de água
  • 1 + 1/3 de xícara de leite de coco
  • 1 xícara de farinha de tapioca orgânica
  • ½ xícara de açúcar cristal orgânico

Modo de prepaimg_20160925_194356ro:

  • Coloca na panela a água e a jabuticaba, e a fogo baixo deixe as jabuticabas até elas rachar a pele, desligue e com uma panela furada ou coador de voal, você esmaga a jabuticaba até extrair tudo o suco!
  • Depois disso, mistura bem todos os ingredientes numa panela, quando estejam bem misturados, coloca de novo no fogo (baixo) e mexe até a mistura tenha uma textura de mouse
  • Desliga o fogo, deixa esfriar antes de colocar na geladeira e depois de umas horas, pronta para comer!

Eu gostei e o feedback recebido também foi bom da mouse!

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Fiz também esta receita substituindo a jabuticaba por uva, e colocando duas sementes de cardamomo moidas na hora e o resultado também foi bom.

mouse-uvaBom apetite e a seguir adaptando a  receita!!

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A historia de un galinheiro

Quero compartir a historia de un galinheiro especial (o segundo galinheiro especial da minha vida)…

Durante as minhas vacaciois no meu querido Lourido, decidin fazer unha quedada com os amigxs, sendo a construcción de un galinheiro unha das atividades principales da quedada. Unha tolaria ou “carmelada” apoiada ou consentinda por a minha querida família.

Por qué um galinheiro? As razois son várias…

Por coherencia, para comer ovos producidos por galinhas felices e non hacinadas!

Porque foi unha forma de materializar unha huella. Para muitxs dxs que participaron, Lourido e casa quiroga é um lugar especial asociado a buenos momentos compartidos, ao mesmo tempo casa quiroga se renova e se recarga a cada encontro compartido. Acción e reacción de dar e recebir. O galinheiro feito con muito carinho e alegria, é un legado que fortalece o lazo entre Lourido e as persoas que participaran.

E tambén, porque foi unha forma mais de mostrar que se queremos podemos, poucas personas confiaban en conseguir avanzar na construcción do galinheiro, por falta de experiencia nesas tesituras, pero un vez, se queremos, podemos, e xuntxs todo é mais fácil…

Gracias, de corazón a todas as persoas que participaron do proceso de construcción e a minha familia que me deixou facelo… Gracias, gracias e gracias!

Algunhas fotos do proceso.

Este era o ponto de inicio: muitos trastes e unha sensación de librar o espacio xa é un trabalho! Este trabalho tocoulhe aos amigxs que chegaron o viernes: Nacho e Concha, Nicole e Fernando e Noela e Iago.

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Despós durante o dia foron sumándose mais esforzos, sendo mais mirando que trabalhando… pero creo que todxs disfrutando…

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O segundo dia de trabalho, foi con o meu irmau e Pepe, para acabar de cerrar e colocar a porta.

04_equipo-fase205_resultadoAhora só falta fazer a caseta para as galinhas e as proprias galinhas!  As vistas son lindas…

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Rio Negro – Agosto 2015

Como diria algum amigo meu “Tenemos que asumir la imperfección” o “melhor feito que perfeito”, pelo que ainda que gostaria ter um post com mais conteúdo, vou ser mais pragmática e deixar registradas algumas dicas práticas, algumas impressões e fotos! Farei o post em português (ou em portu-galego-espanhol, ;-p)

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Em agosto de 2015 tive a sorte de fazer uma viagem de 7 dias pelo Rio Negro em LoPeix, um pequeno barco comandado por Jordi, um grande conhecedor da região, respeitoso e cuidadoso, e com uma imensa sensibilidade. A melhor escolha para conhecer a região, sem dúvida! Foi um prazer enorme![1] E ainda tivemos a sorte de participar do 10 de aniversário de Lo Peix! um enorme prazer!

 

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O grupo de 12 marinheiros, oOLYMPUS DIGITAL CAMERA “farofa team”, foi fantástico, uma combinação de espanhóis (com minha querida irmã, prima e meus queridos amigos Víctor e Marta Sara), brasileiros (com meus queridos amigos Fábio e Marina) e belgas (com meu querido Erwin e uns grandes amigos dele). Ainda que a comida era uma delícia no barco, não faltou vinho e embutido espanhol, cachaça e chocolate belga, e a comida era uma delícia!

 

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Nessa semana o tempo foi nosso. O tempo era marcado ao ritmo de uma campainha que nos lembrava que uma refeição ou uma atividade estava chegando.

 

 

 

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Como o “tempo” era nosso, o ritmo e as atividades escolhidas foram marcadas pelo grupo. Passeios na floresta (diurnos e noturnos), passeios em barca na procura de jacarés, pesca de piranhas, banhos no rio com e sem botos rosas, passeios em caiaque, nascer e pôr do sol espetaculares…

Sobre o Rio e paisagem, simplesmente AMEI. Quem gosta de natureza, é um destino totalmente recomendável.

Me surpreendeu o cheiro doce e constante do rio e a floresta!

Amei dormir na rede a maioria das noites (só tinha cabine com beliche para 11 pessoas e eu me voluntariei a dormir na rede), com o barulho da floresta de fundo e as estrelas!

Ver as estrelas se refletir na água foi também muito bacana!

Amei a diversidade em termos de árvores (sendo um ecossistema muito diverso, nada de monocultura!) e também da fisionomia do rio (com trechos mais abertos e largos e outros estreitos).

Amei estar lá com sol, com nuvens e com chuva! Amei a tarde de chuva gostosa e refrescante!

Um local com uma energia muito especial. Me inspirou muita paz e harmonia. Um local para voltar!

Deu também para conhecer um pouco da história da região, da colonização, da escravidão, da exploração do seringal, dos caboclos, das culturas indígenas, da interculturalidade, do misticismo e energia do local, da filosofia que há por trás da ayahuasca,

Muito interessante a visita ao museu do Seringal, perto de Manaus uma das primeiras paradas do barco, próximo a Manaus. Com vontade de ler o livro “Senderos de libertad” de Javier Moro, para conhecer melhor a história dessa região.

Foi difícil fazer a seleçao de fotos!! E muito obrigada Pily, Lou, Marina e Erwin por me deixar publicar elas nesta janela!

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com chuva! (2) 06_com sol

Por último, não deu tempo para conhecer Manaus, na ida, saímos diretos do aeroporto ao porto, e na volta, chegamos de tarde em Manaus e fui embora no dia seguinte de manhã. Mas registro algumas dicas que me recomendaram: o Teatro Amazonas (com visita guiada), o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, os restaurantes Banzeiro e Canto da Peixada, as sorveterias Glacial ou na Casa do Pensador (na rua do Teatro Amazonas).

[1]

http://lopeix.comunidades.net  – site em    Português

http://lopeix.typepad.com – site em Espanhol

http://www.lopeix.com/ – site em Inglês

 

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Presente e descoberta…”Zé do Caroço”

Esta semana tive um lindo presente e descoberta da minha querida Carol, com a que tenho a sorte de trabalhar e disfrutar da linda luz que projeta.

Depois de um almoço sem marmita, pero muito gostoso, um e-mail na minha caixa de entrada compartilhando uma música, linda, com uma letra muito boa, “Zé do Coroço”, e pesquisando conheço a história do Zé do Coroço, nordestino que migrou ao Rio, que morava no morro do Pau da bandeira, no Rio de Janeiro. Ele por médio de um “autofalante” se dedicava a comunicar de forma alternativa, pelo bem da favela.

A sambista, Leci Brandão, ficou sabendo a história e imortalizou a mesma na música “Zé do Caroço” na década dos 80. Para isso teve que mudar de gravadora, já que na primeira foi proibida, pelo caráter sócio-político.

Muito obrigada Carol pelo presente em forma de descoberta musical! Muito obrigada pelo seu carinho! É um grande prazer trabalhar com você e ter a sua amizade!

Gratidão!

http://www.youtube.com/watch?v=DvZxNqE5gOI

“Zé do Caroço” – Leci Brandão

No serviço de auto-falante
Do morro do Pau da Bandeira
Quem avisa é o Zé do Caroço
Que amanhã vai fazer alvoroço
Alertando a favela inteira

Aí como eu queria que fosse em mangueira
Que existisse outro Zé do Caroço
Pra falar de uma vez pra esse moço
Carnaval não é esse colosso
Nossa escola é raiz, é madeira

Mas é o Morro do Pau da Bandeira
De uma Vila Isabel verdadeira
E o Zé do Caroço trabalha
E o Zé do Caroço batalha
E que malha o preço da feira

E na hora que a televisão brasileira
Destrói toda gente com a sua novela
É que o Zé bota a boca no mundo
Ele faz um discurso profundo
Ele quer ver o bem da favela

Está nascendo um novo líder
No morro do Pau da Bandeira
Está nascendo um novo líder
No morro do Pau da Bandeira
No morro do Pau da Bandeira
No morro do Pau da Bandeira

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Lembranzas da cozinha (II) – jugo de Maracuyá y naranja!

Esta entrada es un remix de recuerdos.

El mundo de los jugos (zumos o sucos) me lo descubrió mi querida amiga (e “hija”) Mireia. Fue en Reparto Espanha en 2007, cuando descubrimos el delicioso jugo de maracuyá y naranja (que no era naranja, que era verde). Jugo de maracujá y naranja es pensar en El Salvador, en el PCR y especialmente en mi querida Mire (“hija”) y mi querido amigo Ori (“padre”).

01_mama papa y la hija_Salvador-verano2007Madre, hija y padre, Reparto Espanha, Zaragoza, El Salvador, julio 2007!

Después tendría la suerte de consolidar la técnica de los jugos en San Lorenzo, donde no sólo tuve la suerte de trabajar codo con codo con Mire, sino que también la suerte de compartir el dia a dia! y entre las actividades caseras, estaban los jugos, yo era la responsable de hacerlos, bajo las orientaciones de Mire. Y les tenía el punto pillado para hacer zumo para dos,…

02_Honduras-marzo2011 (1)Jugo de ?? en San Lorenzo, marzo 2011!

Bromeábamos que cuando ella se mudase para El Salvador, además de una habitación de invitados (para las visitas!), seria necesario una licuadora y vasos adaptados para yo seguir haciendo zumos para los tres!

Y este anho, con la decisión de poner aparato, tuve que cambiar un poco mi dieta, y el mundo de los sucos se aproprió de mi. Primero busqué muchas recetas de zumos, pero después acabé haciendo lo que queria…

Hecha esta  introducción comparto el paso a paso del zumo/jugo/suco de maracuyá e laranja!

1) Ingredientes: Naranjas, maracuyá  (y si no quieres que se potencie tanto el maracuyá: un poco de azúcar mascavo). Cantidades: a gusto del consumidor.

03_Brasil-mayo2015 (2)2) Bates todo en la licuificadora.

03_Brasil-mayo2015 (3)3) Cuelas el líquido para retirar la semilla del maracuyá

03_Brasil-mayo2015 (4)4) y a disfrutar del zumo! 03_Brasil-mayo2015 (1)

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Lembranzas da cozinha (I)

 

Estou na fase mais “cocinillas” da minha vida, e nesta fase lembro-me muito das minhas queridas amigas Eva e Julia, con as que comparto muitas cousas e muitos momentos mágicos. E cocinhando lembro-me delas e de um momento mágico compartido, o descubrimiento de un dos paraísos das nossas queridas terras galegas. Foi fazendo unha ruta, mal senhalizada na que por um lado, nosoutras nos empenhávamos en preguntar as persoas da zona por donde era a ruta e por outro lado, nos empenhávamos con mais forza en fazer o que nos daba a gana. E con esa brincadeira de preguntar para acabar fazendo o que nos desse a gana, encontramos um paraíso de playas IMPRESIONANTE. Com a sorte de que os astros estaban alineados pa poder baixar como cabras por um acantilado de pedra, e despós ir de playa em playa por as rocas, aproveitando a marea baixa, hasta subir por un carreirin de um acantilado verde a tempo pa pillar o FEVE de volta a vila. Un paraíso precioso no que encontramos un parexa de paseantes, un paisano e unha mulher que entraba no mar pa pillar algas que vendia pa facer cosméticos, e que eran subidas “a cargas”en un burro.

Unhas fotos pa mostrar minimamente a beleza do lugar. Quen queira descobrir, me fale, que dou as indicaciois,…

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E que ten que ver esto com a cozinha? Pos que cozinhando sinto eso, que ainda que busque e lea recetas, acabo fazendo o que me da a gana. Fazendo algo que nunca pensei que faria na minha vida: improvisar na cozinha, creatividade gastronómica.

E para dar um exemplo, a minha cena de viernes, totalmente improvisada mentras cozinhava algun dos ingredientes por separado, acabou sendo un revuelto de espinaca, brocoli, con cebola, alho, almendras en láminas, ovo e um pouco de curry. Delicioso!

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Receita de tortilla espanhola!

Vamos lá, já tive vários pedidos da receita em vários momentos, o último ontem da minha querida amiga Janaina, assim que vamos compartir a receita e contar uma história nesta janela.

O primeiro que  quero dizer é uma receita muito simples que tem muitas variações em função dos gostos das pessoas, pelo que adaptem ao seu gosto!

E agora a historia e receita!

No meu increível ano de Erasmus em Liverpool, quase 10 anos atrás! Entre outras coisas, tive a sorte de dividir uma república com meu querido Pedro – espanhol, Mimmo– italiano (sempre vivo no meu coração), Ludo – francês e Hide – japonês. Hide era toda uma figura (mas isso seria outro post)! Ele curtia de experimentar todas as comidas que Mimmo, Pedro e eu faziamos e compartilhávamos com ele. E claro, ele adorava tortilla! Um dia, chego em casa e ele me pergunta: “Carmen, como você faz a tortilla?” então eu falei para ele (de forma mais resumida) o seguinte:

Ingredientes:

  • Batata
  • Cebola
  • Ovos
  • Aceite de oliva (preferencialmente)
  • Sal

Modo de preparo:

Primeiro você descasca as batatas e pica elas em quadradinhos ou lâminas (cada um tem o seu jeito de cortar a batata para a tortilla)

Coloca numa frigideira aceite de oliva e quando esteja quente, coloca a batata picada e fritamos ela. Após ter uns minutos a batata fritando, colocamos a cebola descascada e picada. Dependendo da quantidade de batata e do tamanho da cebola de 1 ou 2 cebolas. A cebola é elemento chave no gosto da tortilla!

Quando tanto a cebola e a batata estejam fritas (até que estejam moles, mas sem estar muito fritas! porque depois voltarão para ao fogo e seguiram-se cozinhando!), você apaga o fogo e retira da frigideira a cebola e batata para uma vasilha, retirando o máximo de aceite que seja possível!

Por outro lado, você bate os ovos em outra vasilha (o número de ovos em função da quantidade de batata e cebola e do seu gosto, 3 ou 4 é um bom número).

E depois mistura o ovo com a cebola e bata, mexendo bem tudo. (Tem pessoas que  retiram a batata e cebola da frigideira e colocam na vasilha com o ovo, fica a critério do cozinheiro!)

Depois, em uma frigideira na qual não colem os alimentos (muito importante isso) você coloca umas gotas de aceite de oliva, só umas gotas! E deixa esquentar bem a frigideira (isto é importante também!). Quando esteja bem quente a frigideira, você coloca a mistura de ovo, cebola e batata. E com fogo baixo você deixa que se faça a tortilla. Isto também é muito importante, se você coloca fogo alto, você vai queimar por fora a tortilla e o ovo vai estar cru por dentro.

Depois de uns minutos, chega o momento mais desafiador! O de dar a volta a tortilla! Você coloca um prato tampando a frigideira e dá a volta a frigideira (segurando o prato claro com a outra mao!) de forma que a tortilla fica no prato e depois coloca de volta a tortilla para a frigideira para cozinhar a tortilla pelo outro lado (para colocar de volta a tortilla na frigideira é bom se ajudar com uma espumadeira porque parte do ovo e batata ficará grudado no prato a primeira vez). A primeira vez é a mais complicada, as outras, o estar cozinhada a tortilha, é muito mais fácil! Eu geralmente faço isso umas 3 vezes, mas neste caso também depende de se você gosta de a tortilha com o ovo mais cozinhado ou menos.

E depois disso, só resta a melhor parte: COMER A TORTILLA!!

Observação: Tem pessoas que salgam a batata, outras o ovo e outras as duas coisas (e outras que esquecemos!)

E terminando a história, eu contei isso para Hide, e ele me falou: “Tá, eu tentei fazer uma tortilla, porém cometi 2 erros, o primeiro foi que misturei o ovo com a batata, cebola na frigideira junto ao aceite!  E o segundo foi que tive sempre o fogo alto!”

É claro que com esses dois erros, a tortilla não ficou comestível!! Rsrsrsr

Boa sorte e bom apetite!!!

PS1: Desculpem o meu portugues agalegado! podem me corrigir! e melhorarei este post com fotos quando faça uma tortilla

PS2: Estou com fome depois de publicar este post!

 

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Bicicleteando por Brasília!

Esta entrada vai dedicada a todos os meus queridxs amigxs bicicleterxs!

Pa empezar, un batiburrillo de recuerdos da minha vida ligados a palabra bicicleta:

… a minha infancia, passando os vraos con heridas nas rodillas;

… o primeiro intento frustado pa chegar a Antigua con minha querida Miriam;

… os paseos entre vinhedos en Daimiel con múltiples pinchazos e con unha sensación de “que guay que nun se me olvidou andar en bici!! Y que fácil é llanear!”;

… cuando eu queria regalar unha bici a meus pais, minha madre nun queria e meu padre decia: “Si, Carmen, eu quero, eu baixo con ela e tua madre súbela,…”, pillaban!;

… o descubrimento dos tempos mozos de meu padre e sua bici;

… a moda do meu círculo corunhés de andar en bici nos últimos tempos meus en Corunha;

… a esa volta en coche de Manzaneda cantando temazos e descobrindo unha das canciois preferidas da minha querida Marta Sara;

… a meus queridos Marta e Luis, que “casi” chegan a Lourido em bici;

… ou a compra de bici de Manu en Madrid un dia despós de comer, de forma improvisada;

…;

Cuando cheguei a Brasília, dixen “vou comprar bici!!”, pero o tempo foi pasando, e cando me din conta xa tinha passado un ano e dixen, “pa que vou comprar unha bici si en menos de un ano, voume”. Cando renovei por mais un tempo no Brasil, dixen, “ahora si que vou comprar a bici!”. Asique en Navidad, antes de volver pa Brasília comprei o casco e o candado (porque antes de comprar a bici o lógico é empezar con os complementos) e despós o meu querido amigo invisible/oculto Fabio me regalou mais complementos. Con eso, taba claro que era o momento de comprar a bici!

Asique fixen a consulta enDSC02171tre os meus amigxs bicicleteros de Brasília sobre donde comprar a bici e um sábado de enero fun compra-la, unha bici da marca brasilenha Caloi, modelo easy-rider (pero ojo, nun é tan fácil como pa nun precisar de pedalar!).  Cuando vinha pa casa, en bici, vinha tan contenta e feliz, felicidad mezclada con un “por que narices nun fixen esto antes!?, cómo mola!”

 

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Pa seleccionar o nombre, fixen un sondeo entre alguns amigxs daqui e dahi, e a bici e eu chegamos a conclusión con o tempo de que o nombre era Anacleta Magrela!

 

 

DSC02220DSC02223DSC02226Desde esa, a mayoria dos fines de semana, Anacleta e eu salimos por Brasília. Pa fazer os recados, compras ou desplazarme pa tomar un café ou ir a unha charla; pa andar de bike con amigxs por o eixão no domingo; ou simplemente pa pasear e disfrutar da ciudad desde outro punto de vista. Hasta con ela tuven a primeira experiencia de asalto (un pequeno susto con un asaltante principiante, saldado sin violencia con 10 euros e un móvil-pataca a menos, e con muitas lecciois aprendidas, pero esa é outra historia).

Sólo podo decir que tou encantada con a bici Anacleta M. Ainda tou rescatando habilidades de infancia perdidas pa andar en bici, pero é impresionante como cambia a interacción con a ciudad cuando vas en bici e a sensación de bienestar, leveza, alegria e libertad que sinto cuando vou en bici!

DSC02250A continuación deixo unha serie de fotos do último paseo en bici que fixen pa sacar fotos de unha exposición anónima urbana que hay entre as quadras 200 e 400 da asa norte, situada nas marquesinas de paradas de buses que nun existen (nun hay líneas que pasen por ahi, rarezas de Brasília).

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Retales – pequenas lembranzas inmortales

Trás a morte de un ser querido parece que todo se apaga, que desaparece para sempre esa persona,…pero no! Eu definiria que a morte cambia de etapa as relaciois entre as personas.

A morte quitache o que a vida che permite: oportunidades de convivir, disfrutir e evolucionar con esa persona.

Pero a morte nun che quita o que esa persona representa na tua vida, a huella que deixou en ti. Nen tampouco se leva a companhia e presencia dela.

A relación muda, revivindo a persona a través dos recuerdos e dos momentos compartidos, traendo parte do teu pasado con ela para o teu presente e levándolos tamén para o futuro.

A relación muda, sentindola presente de formas diferentes.

Hay sonidos que me lembran a meu padre, e hoy escuitando un deles, lévame a escribir estas letras.

Mentras me recupero da pérdida do pouco juicio que tinha, escuito aos obreiros/jardineros segar con desbrozadora o jardin da minha quadra,…e ahi tas tú, sempre cheo de ruído: tele, radio (con fútbol), trator, desbrozadora, segadora, picando gadanha ou foucin (en domingo de manhá de preferencia)… e fazéndome companhia nesta tarde.

Fai unhas semanas tuven a suerte de pasar un fin de semana maravilloso en familia por os Madriles. Un fin de semana especial disfrutando de Pily, mamá, Jose e Iria (entre outros). E ese fin de semana também me demostrou que a persona pode seguir viva nas personas que las conocimos e tambén nas futuras generaciones que nun las conoceron. Considerando que quero que as minhas sobrinhas conozcan o abuelo Eloy eu conto historias de él para elas… E Iria xa se apropiou das historias do seu abuelo Eloy. No medio de unha conversación, que nun me acordo eu preguntolhe a Iria, “sabes quen decía eso?” E ela responde con unha sonrisa de orelha a orelha e chea de entusiasmo e alegria “O abuelo Eloy!”,… tocando o meu corazón profundamente o ver que Eloy tá vivo en ela…

Brasília, 13 de abril de 2015

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