Vida – camino de mudanzas…

Publico una entrada, escrita hace un poco más de un anho y que me hubiese gustado publicar el 06 de marzo de 2016… Pero más vale tarde que nunca!

Es con inmensa alegría que comparto que hoy empezó otra etapa en mi vida, la de tener mi propio espacio!

Empiezo esa etapa agradeciendo todo lo aprendido y acumulado en casi 33 años compartiendo casa con diferentes personas que han pasado por mi vida y que sin duda han contribuido a la Carmen que hoy soy.

Casi 33 años, primero en “casa” con mi familia, de donde salí con 18 añitos y mis hermanos decían “no sé como le irá con el carácter que tiene!” y después, casi 14 años compartiendo piso en 5 países, con más de 25 personas de 6 países diferentes.

Algunas veces eran amigxs, otras conocidxs y otras veces desconocidxs…

A veces eran personas con las que compartía muchas cosas y otras eran personas con las que no compartía absolutamente nada.

A veces compartiendo sólo con mujeres, otras sólo con hombres, y otras con hombres y mujeres.

Muchas historias y anécdotas…

Muchas lecciones aprendidas: respetar los espacios; respetar y aprender de lo diferente y de la rica diversidad; respetar los tiempos y los ritmos de cada uno; comprender que no hay una verdad absoluta ni una forma única de hacer las cosas; respetar las manías de cada uno (y las mías)…

Cada experiencia fue diferente y única.

Hice grandes amigos/as en esos años de convivencia que están muy presentes en mi vida desde esa época (o desde incluso antes!); otras personas fueron muy importantes en esa etapa pero después la vida nos fue llevando por caminos de vida diferentes, alejándonos en el día a día (pero permaneciendo el cariño y los recuerdos de esa etapa compartida y de lo aprendido con esa persona); otras personas fueron más pasajeras, quedando sólo anécdotas y/o lecciones aprendidas.

Sin duda, la Carmen que hoy empieza esta nueva etapa, no sería la misma sin todas esas experiencias y personas.

Ao mesmo tempo, também quero agradecer pelo processo da mudança destes meses. Foi muito intenso, mas adorei e me surpreendi pela minha própria alegria e felicidade do processo e da minha decisão. Foi também um processo de aprendizado, uma oportunidade de lidar com desafios pessoais como o de pedir e receber ajuda. Muito obrigada as pessoas que – sem pedir ajuda – se ofereceram para me ajudar; e muito obrigada a todas as pessoas que de alguma forma participaram deste processo. Gratidão por todo o carinho e suporte recebido!!!

Ainda tenho bastantes coisas pendentes que organizar na minha nova casa, mas hoje completei o processo de mudança, e me sinto em casa na minha nova casa. Foi um dia estudado, com conspiração astrológica do meu querido amigo Lucho que indica que será um bom momento para mudar, ativando a criatividade pela lua em aquário, com os peixes me deixando mais produtiva e disciplinada, com planetas na casa 9 que indicam que será um lar aberto a todas as culturas.

Sendo o ritual de finalização da mudança representado por este mural de fotos que representa um pouco todo o vivido até o momento.

Um dia de alegria e felicidade.

Feliz porque será o meu próprio espaço, o meu próprio templo!

Feliz porque será um espaço para compartilhar. Estou com muita vontade de abrir as portas para receber amigxs e compartilhar momentos neste novo espaço, enchendo ele com a energia e alegria de vocês! Em abril, prometo iniciar uma fase de encontros em casa! Com tortilla, vinhos e muita alegria e sorrisos!

Feliz por ter um espaço no que posso fazer o que eu quiser. E faço a mudança, tendo a oportunidade e o privilégio de receber em casa a uma amiga que neste momento precisa desse carinho e suporte. Sintase em casa! E muito obrigada por tudo o suporte na mudança!!

Por último, decir abiertamente que seré muy feliz recibiendo visitas, de mis otras vidas pasadas antes de llegar a Brasil – ya hace casi 4 anhos! – seré muy feliz de recibiros en casa y mostraros un poco de mi vida brasileira.

E passou (muito rápido) um ano (e umas semanas), curtindo muito desta etapa de morar sozinha. Curtindo muito do espaço sozinha e também em companhia, com os amigxs que fazem que esta etapa brasileira esteja sendo muito boa. Ainda há pessoas que não conhecem o meu cantinho, mas espero solucionar isso nos próximos meses.

Gratidão!

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A historia de un galinheiro II

E despós de trabalho inicial en Octubre de 2015 [1], o inverno chegou e os retoques finales quedaron para a primaveira e vrao de 2016…

En vez de caseta para as pitas, decidimos colocar unha xaula do lado de dentro para que dormisen ali as pitas. Eso e a outra porta foi obra de Horacio, meu irmau e minha mai.

E nas vacaciois de Julio – de descanso do corpo e da alma – un dos pequenos grandes disfrutes foi terminar os detalhes do galinheiro.

Por un lado, o cierre superior pa evitar que a raposa ou a jineta entren. Eso fixémoslo entre meu querido irmau e eu.

 

 

 

 

E por outro lado, a pintura das portas. A obra principal, con ese granate vivo e elegante, foi feita por meu querido amigo Manu e por mim.

 

Os detalhes artísticos tein esencia femenina.

Eu quixen pintar unha mandala [2] na porta de madeira. O dia de inicio dos trabalhos puxenme a buscar mandalas celtas, en honor os ancenstrales da zona. Entre a minha querida mai, minha querida amiga Julia e eu, decidimos cual pintar, e nos decidimos por o arbol da vida celta, que representaba o benstar e integridade dos pueblos celtas, muitos rituales eran feitos baixo o árbol, e por mais que un pueblo celta tuvese en guerra con outro, jamás faria danho o árbol da vida do pueblo enemigo, xá que seria unha ofensa que nunca seria perdonada.. O principio minha madre nun taba convencida por o grado de dificultad, pero con esfuerzo, dedicación, carinho e trabalho en equipo, conseguímoslo. Os colores elegironlos minha madre e Julia. E aos poucos, en varios dias, sola ou difrutando do arte e conversas mentras pintábamos (un dia con Julia e outro dia con minha querida irmá), o árbol foise fazendo e materializando.

 

Despós quixen fazer o cartel das pitas con a axuda das minhas queridas sobrinhas. O fondo verde pintado en témperas foi toda unha diversión para as tres.

Despós as pitas e as sonrisas, de pitas felices, fun eu que las pintei (a minha madre xa tinha mais confianza e elegiu a pita mais difícil para pintar!!jijij)

Por último, pouco antes de virme, fun comprar 5 pitas, que deixaron a vida en hacinamiento para vivir nun galinheiro feito a muitas maos, feito con muito carinho e empenho.

En Navidad, cuando volvin, además de disfrutar dos ovos, disfrutei de velas também en libertad (encantalhes salir de paseo!). Aqui podedes ver o processo de salida, libertad e volta!

 

 

 

 

 

 

 

 

E ahora sólo quedan duas cousas, disfrutar dos ovos das galinhas felizes de Lourido (os que participasteis merecedes unha tortilha con estes ovos por lo menos!) e pensar na construcción do próximo!

E para finalizar, as vistas!

[1]: para quen queira ver os motivos para construir o galinheiro ou o proceso de construcción inicial, pode clicar aqui.

[2]: en sánscrito, mandala significa círculo ou roda. Unha mandala é un círculo máxico que simboliza integración e harmonia.

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Pensando en Ramona, Buenos Aires, Octubre 2016

Casi 100 anos despós que a minha bisabuela Ramona eu fun tamén a trabalho a Buenos Aires

Pensei muito en ela antes, durante e despós.

Casi un siglo despós, pero con importantes diferencias:

Ela foi de barco;

Ela deixou as 2 filhas de 3 e 4 anos en Lourido;

Ela foi para poder comprar a casa e as fincas da minha familia, garantizando un hogar e unhas terras que permitiron melhorar as condiciois de vida da familia generación a generación;

Os medios de comunicación e as condiciois de trabalho e de integración social de tantos inmigrantes como ela naquela época, nada tein que ver con as de ahora.

Unha inmensa gratitud ao esfuerzo e sacrificio de unha mulher que sin duda marcou o rumbo das generaciois que vinheron despós, e que permitiron que casi 100 anos despós unha bisneta dela poda ir a trabalho a Buenos Aires en unhas condiciois de trabalho e de valorización personal e profisional completamente diferentes.

Muitos pensamentos e emociois nesa viaxe curta a Buenos Aires.

Foron poucos dias e o trabalho foi intenso, por o que nun deu para pasear e conocer muito, pero quedeime con ganas de volver, de intentar indagar nesa parte histórica/inmigrante da ciudad e do país, e de conocer o ritmo e a esencia de Buenos Aires.

A ciudad me recordou un pouco a Madrid e encantóume poder andar nas calles, ver xente nas calles e ver música na calle (para turistas e moradores). O de andar e ver xente na calle é algo que en general, emociona aos que vivimos en Brasília…

Deixo algunhas fotos da visita como rexistro!

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Tango na calle, para turistas e locales!

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A foto nun é buena, peero é unha cola para o cine!! un cine de ciudad!!! en peligro de extinción…

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Libreria Ateneo, que bonita!!

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As vistas da  oficina!!

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Mouse de jabuticaba ou…

img_20161001_161623 img_20160925_211950Um dos rituais preferidos de quase todo sábado é sair para comprar na minha bicicleta Anacleta! Cerca de casa tem várias barracas de orgânico nas que comprar diretamente com o produtor. Faz unhas semanas tinha jabuticaba, unha fruta típica da Mata Atlántica, de origem desconhecido. Entre outros, é rica em vitamina C entre outras vitaminas, tem ferro e acido fólico.

Eu peguei a jabuticaba e depois comecei a pesquisar que fazer com ela: suco? Bolo?…nessa pesquisa, achei uma receita de Mouse de Jabuticaba neste blogue (http://temperoalternativo.com.br/2015/10/16/mousse-de-jabuticaba/)  Eu adaptei um pouco a receita para não usar amido de milho, usando farinha de tapioca,… Segue a receita com essa pequena adaptação:

Ingredientes:

  • 2 xícaras de jabuticaba orgânica
  • 1 + 1/3 de xícara de água
  • 1 + 1/3 de xícara de leite de coco
  • 1 xícara de farinha de tapioca orgânica
  • ½ xícara de açúcar cristal orgânico

Modo de prepaimg_20160925_194356ro:

  • Coloca na panela a água e a jabuticaba, e a fogo baixo deixe as jabuticabas até elas rachar a pele, desligue e com uma panela furada ou coador de voal, você esmaga a jabuticaba até extrair tudo o suco!
  • Depois disso, mistura bem todos os ingredientes numa panela, quando estejam bem misturados, coloca de novo no fogo (baixo) e mexe até a mistura tenha uma textura de mouse
  • Desliga o fogo, deixa esfriar antes de colocar na geladeira e depois de umas horas, pronta para comer!

Eu gostei e o feedback recebido também foi bom da mouse!

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Fiz também esta receita substituindo a jabuticaba por uva, e colocando duas sementes de cardamomo moidas na hora e o resultado também foi bom.

mouse-uvaBom apetite e a seguir adaptando a  receita!!

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A historia de un galinheiro

Quero compartir a historia de un galinheiro especial (o segundo galinheiro especial da minha vida)…

Durante as minhas vacaciois no meu querido Lourido, decidin fazer unha quedada com os amigxs, sendo a construcción de un galinheiro unha das atividades principales da quedada. Unha tolaria ou “carmelada” apoiada ou consentinda por a minha querida família.

Por qué um galinheiro? As razois son várias…

Por coherencia, para comer ovos producidos por galinhas felices e non hacinadas!

Porque foi unha forma de materializar unha huella. Para muitxs dxs que participaron, Lourido e casa quiroga é um lugar especial asociado a buenos momentos compartidos, ao mesmo tempo casa quiroga se renova e se recarga a cada encontro compartido. Acción e reacción de dar e recebir. O galinheiro feito con muito carinho e alegria, é un legado que fortalece o lazo entre Lourido e as persoas que participaran.

E tambén, porque foi unha forma mais de mostrar que se queremos podemos, poucas personas confiaban en conseguir avanzar na construcción do galinheiro, por falta de experiencia nesas tesituras, pero un vez, se queremos, podemos, e xuntxs todo é mais fácil…

Gracias, de corazón a todas as persoas que participaron do proceso de construcción e a minha familia que me deixou facelo… Gracias, gracias e gracias!

Algunhas fotos do proceso.

Este era o ponto de inicio: muitos trastes e unha sensación de librar o espacio xa é un trabalho! Este trabalho tocoulhe aos amigxs que chegaron o viernes: Nacho e Concha, Nicole e Fernando e Noela e Iago.

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Despós durante o dia foron sumándose mais esforzos, sendo mais mirando que trabalhando… pero creo que todxs disfrutando…

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O segundo dia de trabalho, foi con o meu irmau e Pepe, para acabar de cerrar e colocar a porta.

04_equipo-fase205_resultadoAhora só falta fazer a caseta para as galinhas e as proprias galinhas!  As vistas son lindas…

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Rio Negro – Agosto 2015

Como diria algum amigo meu “Tenemos que asumir la imperfección” o “melhor feito que perfeito”, pelo que ainda que gostaria ter um post com mais conteúdo, vou ser mais pragmática e deixar registradas algumas dicas práticas, algumas impressões e fotos! Farei o post em português (ou em portu-galego-espanhol, ;-p)

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Em agosto de 2015 tive a sorte de fazer uma viagem de 7 dias pelo Rio Negro em LoPeix, um pequeno barco comandado por Jordi, um grande conhecedor da região, respeitoso e cuidadoso, e com uma imensa sensibilidade. A melhor escolha para conhecer a região, sem dúvida! Foi um prazer enorme![1] E ainda tivemos a sorte de participar do 10 de aniversário de Lo Peix! um enorme prazer!

 

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O grupo de 12 marinheiros, oOLYMPUS DIGITAL CAMERA “farofa team”, foi fantástico, uma combinação de espanhóis (com minha querida irmã, prima e meus queridos amigos Víctor e Marta Sara), brasileiros (com meus queridos amigos Fábio e Marina) e belgas (com meu querido Erwin e uns grandes amigos dele). Ainda que a comida era uma delícia no barco, não faltou vinho e embutido espanhol, cachaça e chocolate belga, e a comida era uma delícia!

 

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Nessa semana o tempo foi nosso. O tempo era marcado ao ritmo de uma campainha que nos lembrava que uma refeição ou uma atividade estava chegando.

 

 

 

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Como o “tempo” era nosso, o ritmo e as atividades escolhidas foram marcadas pelo grupo. Passeios na floresta (diurnos e noturnos), passeios em barca na procura de jacarés, pesca de piranhas, banhos no rio com e sem botos rosas, passeios em caiaque, nascer e pôr do sol espetaculares…

Sobre o Rio e paisagem, simplesmente AMEI. Quem gosta de natureza, é um destino totalmente recomendável.

Me surpreendeu o cheiro doce e constante do rio e a floresta!

Amei dormir na rede a maioria das noites (só tinha cabine com beliche para 11 pessoas e eu me voluntariei a dormir na rede), com o barulho da floresta de fundo e as estrelas!

Ver as estrelas se refletir na água foi também muito bacana!

Amei a diversidade em termos de árvores (sendo um ecossistema muito diverso, nada de monocultura!) e também da fisionomia do rio (com trechos mais abertos e largos e outros estreitos).

Amei estar lá com sol, com nuvens e com chuva! Amei a tarde de chuva gostosa e refrescante!

Um local com uma energia muito especial. Me inspirou muita paz e harmonia. Um local para voltar!

Deu também para conhecer um pouco da história da região, da colonização, da escravidão, da exploração do seringal, dos caboclos, das culturas indígenas, da interculturalidade, do misticismo e energia do local, da filosofia que há por trás da ayahuasca,

Muito interessante a visita ao museu do Seringal, perto de Manaus uma das primeiras paradas do barco, próximo a Manaus. Com vontade de ler o livro “Senderos de libertad” de Javier Moro, para conhecer melhor a história dessa região.

Foi difícil fazer a seleçao de fotos!! E muito obrigada Pily, Lou, Marina e Erwin por me deixar publicar elas nesta janela!

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Por último, não deu tempo para conhecer Manaus, na ida, saímos diretos do aeroporto ao porto, e na volta, chegamos de tarde em Manaus e fui embora no dia seguinte de manhã. Mas registro algumas dicas que me recomendaram: o Teatro Amazonas (com visita guiada), o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, os restaurantes Banzeiro e Canto da Peixada, as sorveterias Glacial ou na Casa do Pensador (na rua do Teatro Amazonas).

[1]

http://lopeix.comunidades.net  – site em    Português

http://lopeix.typepad.com – site em Espanhol

http://www.lopeix.com/ – site em Inglês

 

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Presente e descoberta…”Zé do Caroço”

Esta semana tive um lindo presente e descoberta da minha querida Carol, com a que tenho a sorte de trabalhar e disfrutar da linda luz que projeta.

Depois de um almoço sem marmita, pero muito gostoso, um e-mail na minha caixa de entrada compartilhando uma música, linda, com uma letra muito boa, “Zé do Coroço”, e pesquisando conheço a história do Zé do Coroço, nordestino que migrou ao Rio, que morava no morro do Pau da bandeira, no Rio de Janeiro. Ele por médio de um “autofalante” se dedicava a comunicar de forma alternativa, pelo bem da favela.

A sambista, Leci Brandão, ficou sabendo a história e imortalizou a mesma na música “Zé do Caroço” na década dos 80. Para isso teve que mudar de gravadora, já que na primeira foi proibida, pelo caráter sócio-político.

Muito obrigada Carol pelo presente em forma de descoberta musical! Muito obrigada pelo seu carinho! É um grande prazer trabalhar com você e ter a sua amizade!

Gratidão!

http://www.youtube.com/watch?v=DvZxNqE5gOI

“Zé do Caroço” – Leci Brandão

No serviço de auto-falante
Do morro do Pau da Bandeira
Quem avisa é o Zé do Caroço
Que amanhã vai fazer alvoroço
Alertando a favela inteira

Aí como eu queria que fosse em mangueira
Que existisse outro Zé do Caroço
Pra falar de uma vez pra esse moço
Carnaval não é esse colosso
Nossa escola é raiz, é madeira

Mas é o Morro do Pau da Bandeira
De uma Vila Isabel verdadeira
E o Zé do Caroço trabalha
E o Zé do Caroço batalha
E que malha o preço da feira

E na hora que a televisão brasileira
Destrói toda gente com a sua novela
É que o Zé bota a boca no mundo
Ele faz um discurso profundo
Ele quer ver o bem da favela

Está nascendo um novo líder
No morro do Pau da Bandeira
Está nascendo um novo líder
No morro do Pau da Bandeira
No morro do Pau da Bandeira
No morro do Pau da Bandeira

LelelelêLelelelelelelelelê
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Lembranzas da cozinha (II) – jugo de Maracuyá y naranja!

Esta entrada es un remix de recuerdos.

El mundo de los jugos (zumos o sucos) me lo descubrió mi querida amiga (e “hija”) Mireia. Fue en Reparto Espanha en 2007, cuando descubrimos el delicioso jugo de maracuyá y naranja (que no era naranja, que era verde). Jugo de maracujá y naranja es pensar en El Salvador, en el PCR y especialmente en mi querida Mire (“hija”) y mi querido amigo Ori (“padre”).

01_mama papa y la hija_Salvador-verano2007Madre, hija y padre, Reparto Espanha, Zaragoza, El Salvador, julio 2007!

Después tendría la suerte de consolidar la técnica de los jugos en San Lorenzo, donde no sólo tuve la suerte de trabajar codo con codo con Mire, sino que también la suerte de compartir el dia a dia! y entre las actividades caseras, estaban los jugos, yo era la responsable de hacerlos, bajo las orientaciones de Mire. Y les tenía el punto pillado para hacer zumo para dos,…

02_Honduras-marzo2011 (1)Jugo de ?? en San Lorenzo, marzo 2011!

Bromeábamos que cuando ella se mudase para El Salvador, además de una habitación de invitados (para las visitas!), seria necesario una licuadora y vasos adaptados para yo seguir haciendo zumos para los tres!

Y este anho, con la decisión de poner aparato, tuve que cambiar un poco mi dieta, y el mundo de los sucos se aproprió de mi. Primero busqué muchas recetas de zumos, pero después acabé haciendo lo que queria…

Hecha esta  introducción comparto el paso a paso del zumo/jugo/suco de maracuyá e laranja!

1) Ingredientes: Naranjas, maracuyá  (y si no quieres que se potencie tanto el maracuyá: un poco de azúcar mascavo). Cantidades: a gusto del consumidor.

03_Brasil-mayo2015 (2)2) Bates todo en la licuificadora.

03_Brasil-mayo2015 (3)3) Cuelas el líquido para retirar la semilla del maracuyá

03_Brasil-mayo2015 (4)4) y a disfrutar del zumo! 03_Brasil-mayo2015 (1)

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Lembranzas da cozinha (I)

 

Estou na fase mais “cocinillas” da minha vida, e nesta fase lembro-me muito das minhas queridas amigas Eva e Julia, con as que comparto muitas cousas e muitos momentos mágicos. E cocinhando lembro-me delas e de um momento mágico compartido, o descubrimiento de un dos paraísos das nossas queridas terras galegas. Foi fazendo unha ruta, mal senhalizada na que por um lado, nosoutras nos empenhávamos en preguntar as persoas da zona por donde era a ruta e por outro lado, nos empenhávamos con mais forza en fazer o que nos daba a gana. E con esa brincadeira de preguntar para acabar fazendo o que nos desse a gana, encontramos um paraíso de playas IMPRESIONANTE. Com a sorte de que os astros estaban alineados pa poder baixar como cabras por um acantilado de pedra, e despós ir de playa em playa por as rocas, aproveitando a marea baixa, hasta subir por un carreirin de um acantilado verde a tempo pa pillar o FEVE de volta a vila. Un paraíso precioso no que encontramos un parexa de paseantes, un paisano e unha mulher que entraba no mar pa pillar algas que vendia pa facer cosméticos, e que eran subidas “a cargas”en un burro.

Unhas fotos pa mostrar minimamente a beleza do lugar. Quen queira descobrir, me fale, que dou as indicaciois,…

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E que ten que ver esto com a cozinha? Pos que cozinhando sinto eso, que ainda que busque e lea recetas, acabo fazendo o que me da a gana. Fazendo algo que nunca pensei que faria na minha vida: improvisar na cozinha, creatividade gastronómica.

E para dar um exemplo, a minha cena de viernes, totalmente improvisada mentras cozinhava algun dos ingredientes por separado, acabou sendo un revuelto de espinaca, brocoli, con cebola, alho, almendras en láminas, ovo e um pouco de curry. Delicioso!

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Receita de tortilla espanhola!

Vamos lá, já tive vários pedidos da receita em vários momentos, o último ontem da minha querida amiga Janaina, assim que vamos compartir a receita e contar uma história nesta janela.

O primeiro que  quero dizer é uma receita muito simples que tem muitas variações em função dos gostos das pessoas, pelo que adaptem ao seu gosto!

E agora a historia e receita!

No meu increível ano de Erasmus em Liverpool, quase 10 anos atrás! Entre outras coisas, tive a sorte de dividir uma república com meu querido Pedro – espanhol, Mimmo– italiano (sempre vivo no meu coração), Ludo – francês e Hide – japonês. Hide era toda uma figura (mas isso seria outro post)! Ele curtia de experimentar todas as comidas que Mimmo, Pedro e eu faziamos e compartilhávamos com ele. E claro, ele adorava tortilla! Um dia, chego em casa e ele me pergunta: “Carmen, como você faz a tortilla?” então eu falei para ele (de forma mais resumida) o seguinte:

Ingredientes:

  • Batata
  • Cebola
  • Ovos
  • Aceite de oliva (preferencialmente)
  • Sal

Modo de preparo:

Primeiro você descasca as batatas e pica elas em quadradinhos ou lâminas (cada um tem o seu jeito de cortar a batata para a tortilla)

Coloca numa frigideira aceite de oliva e quando esteja quente, coloca a batata picada e fritamos ela. Após ter uns minutos a batata fritando, colocamos a cebola descascada e picada. Dependendo da quantidade de batata e do tamanho da cebola de 1 ou 2 cebolas. A cebola é elemento chave no gosto da tortilla!

Quando tanto a cebola e a batata estejam fritas (até que estejam moles, mas sem estar muito fritas! porque depois voltarão para ao fogo e seguiram-se cozinhando!), você apaga o fogo e retira da frigideira a cebola e batata para uma vasilha, retirando o máximo de aceite que seja possível!

Por outro lado, você bate os ovos em outra vasilha (o número de ovos em função da quantidade de batata e cebola e do seu gosto, 3 ou 4 é um bom número).

E depois mistura o ovo com a cebola e bata, mexendo bem tudo. (Tem pessoas que  retiram a batata e cebola da frigideira e colocam na vasilha com o ovo, fica a critério do cozinheiro!)

Depois, em uma frigideira na qual não colem os alimentos (muito importante isso) você coloca umas gotas de aceite de oliva, só umas gotas! E deixa esquentar bem a frigideira (isto é importante também!). Quando esteja bem quente a frigideira, você coloca a mistura de ovo, cebola e batata. E com fogo baixo você deixa que se faça a tortilla. Isto também é muito importante, se você coloca fogo alto, você vai queimar por fora a tortilla e o ovo vai estar cru por dentro.

Depois de uns minutos, chega o momento mais desafiador! O de dar a volta a tortilla! Você coloca um prato tampando a frigideira e dá a volta a frigideira (segurando o prato claro com a outra mao!) de forma que a tortilla fica no prato e depois coloca de volta a tortilla para a frigideira para cozinhar a tortilla pelo outro lado (para colocar de volta a tortilla na frigideira é bom se ajudar com uma espumadeira porque parte do ovo e batata ficará grudado no prato a primeira vez). A primeira vez é a mais complicada, as outras, o estar cozinhada a tortilha, é muito mais fácil! Eu geralmente faço isso umas 3 vezes, mas neste caso também depende de se você gosta de a tortilha com o ovo mais cozinhado ou menos.

E depois disso, só resta a melhor parte: COMER A TORTILLA!!

Observação: Tem pessoas que salgam a batata, outras o ovo e outras as duas coisas (e outras que esquecemos!)

E terminando a história, eu contei isso para Hide, e ele me falou: “Tá, eu tentei fazer uma tortilla, porém cometi 2 erros, o primeiro foi que misturei o ovo com a batata, cebola na frigideira junto ao aceite!  E o segundo foi que tive sempre o fogo alto!”

É claro que com esses dois erros, a tortilla não ficou comestível!! Rsrsrsr

Boa sorte e bom apetite!!!

PS1: Desculpem o meu portugues agalegado! podem me corrigir! e melhorarei este post com fotos quando faça uma tortilla

PS2: Estou com fome depois de publicar este post!

 

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